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Jet lag acadêmico. Breve balanço do Congresso Mundial da ISA 2014

Por Thamires Castelar

Há pouco mais de duas semana, encerrados os trabalhos do XVIII Congresso Mundial da Associação Internacional de Sociologia (ISA), pesquisadores do mundo inteiro voltaram para casa. Em se tratando de jet lag, não há muitas dúvidas de que a viagem de volta do Japão foi mais dura para os sociólogos do hemisfério Sul de América do que para a maioria dos demais pesquisadores. Se as horas de voo e a experiência sensível dos congressistas definissem o balanço do evento, desigualdade poderia ser uma boa definição. Felizmente, não é.

Pode-se dizer que cruzar mares, atravessar o mundo, trocar o dia pela noite, arrostar uma semana intensa de discussões e, depois de tudo, voar de volta em muitas (muitas!) horas e ter de destrocar tudo de novo é praticamente uma saga!  Para além das diferenças no quesito jet lag, alguns dados do congresso,  disponibilizados pela ISA, nos permitem realizar um balanço. Especialmente no que refere à composição geográfica e de gênero da participação nesse evento internacional. Os números nos dizem algo sobre o que ficou depois do Sayonara!
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Os trabalhos começaram à beira do Pacífico

Por Thamires Castelar

                       O termômetro na tarde dessa terça-feira de julho em Yokohama marcava 32°C. Na sala refrescada pelo ar condicionado (de qualidade total), a calorosa discussão em curso em um Comitê de Pesquisa precisa ser previsível e gentilmente interrompida pela experiente coordenadora. À despeito de qualquer expectativa, contudo, uma voz manifesta-se em protesto: “Nossas discussões seriam muito melhor aproveitadas não fosse essa limitação rigorosa, marcada no relógio, de um tempo que não faz sentido!”. Tratava-se da opinião indignada, em língua inglesa, de um senhor de cabelos brancos e olhos claros, cuja ponderação pareceu fazer sentido para todos os presentes na sala. Continuar lendo Os trabalhos começaram à beira do Pacífico