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Atuações em Ciências Sociais: Os usos do saber antropológico – A academia não é o limite. Entrevista com Jacira Bulhões – Analista Pericial do MPF

Por: Helena Mattos

Jacira Monteiro de Assis Bulhões é analista pericial em antropologia, possui formação em Ciências Sociais pela UERJ (bacharelado e licenciatura), especialização em Relações Internacionais, atua no Ministério Público Federal com direitos socioculturais de comunidades tradicionais e possui experiência com comunidades da região do Mato Grosso onde atuou durante muitos anos. Atualmente atende principalmente comunidades localizadas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A analista participou do documentário “Marãiwatsédé: O Resgate da Terra”, lançado no dia 14 de abril de 2018 pelo MPF, em uma das ações da instituição na campanha #AbrilIndígena. Nessa breve entrevista, concedida por email no dia 13 de junho, a antropóloga fala um pouco sobre sua carreira, atuação na instituição em que é servidora, desafios e usos do saber antropológico neste espaço institucional, permitindo que entremos em contato com outras possibilidades de atuação nas ciências sociais para além da atuação acadêmica. Confira!

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Desculpe o transtorno, mas o campo científico necessita de reforma.

Por Leonel Salgueiro,

“A Ciência está impregnada com uma busca implacável por excelência.” A socióloga Hebe Vessuri, convidada nesta terça-feira para palestrar na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro, debateu este e outros pontos sobre a atual forma de avaliação de material científico e produção de conhecimento. O Circuito marcou presença no evento. Trata-se da aula inaugural para os alunos de pós-graduação ingressantes no primeiro semestre de 2015. De nome “Ciência, Sociedade e Políticas de Publicação”, o objetivo da palestra este ano era apresentar aos futuros cientistas os principais debates e críticas feitos à avaliação, produção e circulação do conhecimento científico, e como este contexto nos afeta diretamente.

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Sobre o núcleo de pesquisa NIEAAS

Por Leonel Salgueiro,

Nesta última quinta-feira (13/11), aconteceu no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ o lançamento do site do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre África, Ásia e das Relações Sul-Sul (NIEAAS). O site é coordenado pela Dra. Beatriz Bissio, professora adjunta do departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e tem como objetivo criar um espaço de reflexão e pesquisa sobre a realidade da Ásia e da África, com ênfase na civilização árabe-islâmica, e também sobre o estado atual e as potencialidades futuras da cooperação entre essas regiões e a América Latina (a chamada cooperação Sul-Sul).

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Doutores no Brasil – O Que Dizer Sobre Nossa Formação – A Crítica ao Sistema de Ensino – Parte 2

Por Leonel Salgueiro,

   A posição que um pesquisador ocupa no campo da ciência relaciona-se diretamente com o capital humano técnico e científico acumulado de que ele dispõe num determinado momento. É o que argumentam Léa Velho e Milena Yumi Ramos sobre a forma de se fazer cientistas no Brasil. Lembrando que esta é a segunda parte da resenha sobre o texto. Para melhor entende-lo, acompanhe a primeira parte clicando aqui.

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Assimetrias e diálogos equitativos nas academias centrais e periféricas. Entrevista com o professor Sergio Costa, Parte V

Por Julia França

Como diminuir as assimetrias e tornar o diálogo entre as acadêmias centrais e periféricas mais equitativo? É o que pergunta Julia França ao professor Sérgio Costa, professor titular da Universidade Livre de Berlim. Para o sociólogo, construir redes é uma boa alternativa: apesar de não eliminar desigualdades, a rede pode promover a circulação de conhecimento e compensar assimetrias de acesso e recursos. Entretanto, é preciso refletir a respeito da posição das academias nacionais na geopolítica do conhecimento e sobretudo a necessidade de se “desaprender privilégio”, em referência à Spivak. Confira abaixo:

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