Arquivo da tag: Léa Velho

A parentalidade na academia.

Por Leonel Salgueiro,

Quando pensamos no universo acadêmico, qual o impacto da maternidade e da paternidade sobre os profissionais do meio? Filhos são benefícios ou malefícios à carreira profissional? Seria a falta deles uma lógica direta da dedicação exclusiva e do crescimento profissional? O tema permeia o artigo da socióloga Lucila Scavone, “A maternidade e o feminismo: diálogo com as ciências sociais”, além de aparecer em outros textos já citados no Circuito, como a tese da socióloga Marina de Carvalho Cordeiro “Você tem tempo?” e no artigo de Léa Velho e Elena León “A construção social da produção científica por mulheres”. De fato, o tema tem tamanha influência na discussão de gênero e meio acadêmico que me parece mais do que na hora de discutirmos suas repercussões e as maneiras que os cientistas sociais estão lidando até o momento.

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Mulheres na Ciência – a discussão pela ordem social.

Por Leonel Salgueiro,

É possível falar em igualdade de gênero no campo científico atual? Em seu artigo “A construção social da produção científica por mulheres”, as autoras Léa Velho e Elena León questionam, em 1998, a premissa de que em diferentes áreas do conhecimento científico as mulheres não são reconhecidas por produzirem menos que os homens. Para isso as autoras coletaram dados e entrevistas de pesquisadores(as) em quatro áreas da Unicamp: Biologia, Física, Química e Ciências Sociais.

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Doutores no Brasil – O Que Dizer Sobre Nossa Formação – A Crítica ao Sistema de Ensino – Parte 2

Por Leonel Salgueiro,

   A posição que um pesquisador ocupa no campo da ciência relaciona-se diretamente com o capital humano técnico e científico acumulado de que ele dispõe num determinado momento. É o que argumentam Léa Velho e Milena Yumi Ramos sobre a forma de se fazer cientistas no Brasil. Lembrando que esta é a segunda parte da resenha sobre o texto. Para melhor entende-lo, acompanhe a primeira parte clicando aqui.

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Doutores no Brasil – O Que Dizer Sobre Nossa Formação – A Perspectiva Histórica – Parte 1

Por Leonel Salgueiro,

A política de pós-graduação no Brasil, orientada para a carreira e para o desempenho acadêmico, como impõe o modelo de avaliação Capes, não é capaz de atender às novas competências e papéis esperados dos doutores no atual cenário de intensificação das relações e do intercâmbio científico, econômico e cultural no âmbito nacional e, especialmente, internacional. É o que argumentam Léa Velho e Milena Yumi Ramos em seu artigo – Formação de Doutores no Brasil: O esgotamento do modelo vigente frente aos desafios colocados pela emergência do sistema global de ciência.

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