Arquivo da tag: INTERNACIONALIZAÇÃO

Universalizando o local ou localizando o universal

Por Miguel Mendes

Quantos autores do Sul Global você leu esse ano? Quantas referências teóricas não-ocidentais você possui? Quantas teorias brasileiras você estudou recentemente? Com base no artigo “Social sciences internationally: The problem of marginalisation and its consequences for the discipline of sociology“, da socióloga alemã Wiebke Keim, tentarei explicar estas e outras questões relativas ao modo como o conhecimento sociológico circula internacionalmente.

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Irmãs distantes: diálogos entre Ásia e América Latina

Por Edmar M. Braga Filho

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ema de interesse do Circuito Acadêmico, a assimetria na produção e circulação do conhecimento e a dependência acadêmica constitui grande desafio para as ciências sociais contemporâneas. As razões de sua ocorrência são múltiplas: seja como efeito de estruturas operantes durante a colonização britânica na Ásia, até a permanência de condicionantes que afetam a autonomia de campos científicos periféricos. Dentre outras, uma das consequências é a marginalização da produção dessas comunidades no âmbito internacional. Continuar lendo Irmãs distantes: diálogos entre Ásia e América Latina

As ideias são nômades — algumas mais do que outras

Por Edmar M. Braga Filho

As ideias são nômades por natureza. Elas circulam por diferentes contextos, são apropriadas e transformadas. Com o conhecimento científico não é diferente: todos os processos que o constituem, da produção à difusão, nunca ficam restritos ao local de origem. E isso se deve ao fato de que, para ganhar vida, ele precisa ser lido, reconhecido e analisado por cientistas do mundo todo. Como atividade coletiva, a ciência depende da cooperação constante para que seus resultados deem frutos e prosperem.  Continuar lendo As ideias são nômades — algumas mais do que outras

Challenges of social sciences in the periphery. Interview with Iranian sociologist Ladan Rahbari

By Edmar M. Braga Filho

 

One of the main topics we have discussed in Circuito Acadêmico is the question of inequality on production and circulation of knowledge. Last year, Iranian sociologist Ladan Rahbari published an article that deals with this matter, Peripheral position in social theory. Limitations of social research and dissertation writing in Iran, and was reviewed here. Rahbari gave us an interview by e-mail, clarifying some of the topics addressed in her article, including the external limitations faced by Iranian social scientists, and the articulation local/global. The Portuguese version could be found here . Enjoy the reading!
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Os desafios das ciências sociais na periferia. Entrevista com Ladan Rahbari, socióloga iraniana

Tradução por Edmar M. Braga Filho

 

Um dos temas caros para o Circuito Acadêmico é a produção e circulação desiguais do conhecimento científico no mundo. No ano passado, a socióloga iraniana Ladan Rahbari publicou um artigo na revista Civitas, Peripheral position in social theory. Limitations of social research and dissertation writing in Iranresenhado pelo C/A. A autora nos concedeu uma entrevista por e-mail, esclarecendo alguns temas abordados no artigo, como as limitações externas à academia iraniana e a articulação global/local. Você pode acessar a versão original aqui. Confira abaixo e participe! Continuar lendo Os desafios das ciências sociais na periferia. Entrevista com Ladan Rahbari, socióloga iraniana

A posição do conhecimento

Por Edmar M. Braga Filho

Todo posicionamento envolve algum tipo de relacionamento. Seja para localizar-se em um debate, ou para demarcar diferenças. Para Patrick Baert, não há muito espaço para ingenuidade. Em seu artigo Positioning Theory and Intellectual Interventions, o sociólogo delineia a estrutura básica do que ele denomina teoria do posicionamento, aplicada aos estudos da sociologia dos intelectuais. Continuar lendo A posição do conhecimento

Fast-food? Não, obrigado.

Por Edmar M. Braga Filho

O conhecimento científico, em sua forma acabada e material, é publicação (seja ela papel ou virtual). Como tal, é consumida sobretudo por pesquisadores, em escala regional, nacional ou global. Espera-se, dessa forma, que a ciência progrida, já que o produto do trabalho científico é compartilhado – dados analisados, teorias corroboradas, questionadas ou descartadas. Contudo, em termos de circulação e consumo, há conhecimento científico mais relevante do que outro, se levarmos em conta o contexto geopolítico em que é produzido? Essa questão pode ser vista basicamente de duas maneiras: uma constatação que seja fruto de pesquisa prévia, logo desmistificadora e crítica; ou de forma ideológica, em que há a defesa de uma suposta universalidade, escondendo interesses particulares. Continuar lendo Fast-food? Não, obrigado.