Arquivo da tag: GEOPOLÍTICA DO CONHECIMENTO

Restabelecendo as conexões: globalização, universalismo e o rejuvenescimento da sociologia

Por Edmar M. Braga Filho

A ciência pode ser caracterizada pelo seu universalismo e sua recusa a argumentos de autoridade, utilizando-se de critérios objetivos de análise. No caso da sociologia, tais caracterizações se tornam profundamente problemáticas. Como tornar universal um corpo de conhecimento que, em sua constituição, vincula-se à modernidade europeia, procurando compreender e explicar as transformações daquela sociedade? Como falar em parâmetros impessoais e objetivos se há uma divisão global do trabalho acadêmico (ALATAS, 2003), que reproduz assimetrias e desigualdades na produção e circulação do conhecimento? Alguns autores fornecem possíveis soluções para essas questões. Continuar lendo Restabelecendo as conexões: globalização, universalismo e o rejuvenescimento da sociologia

Internacionalização das Ciências Sociais – O Circuito Acadêmico no 38º encontro da ANPOCS

Por Edmar M. Braga Filho

O Circuito Acadêmico esteve presente no 38º encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS), realizado na cidade de Caxambu (MG) entre os dias 27 e 31 de outubro de 2014. O tema da internacionalização das Ciências Sociais brasileira ganhou atenção numa mesa redonda (Os desafios e a internacionalização das Ciências Sociais), que contou com a presença do presidente da ANPOCS, Gustavo Lins Ribeiro, da presidente da Sociedade Brasileira de Sociologia, Soraya Vargas Cortes, e da presidente da Associação Brasileira de Antropologia, Carmen Rial. Continuar lendo Internacionalização das Ciências Sociais – O Circuito Acadêmico no 38º encontro da ANPOCS

Internacionalização da sociologia brasileira – alguns eixos temáticos. Apresentação de Celi Scalon

Por Edmar M. Braga Filho

A socióloga Celi Scalon, professora titular da UFRJ, participou do evento de lançamento do site Circuito Acadêmico. Ela falou sobre vários aspectos da internacionalização da sociologia brasileira e sobre o mundo acadêmico. Confira a sua fala! Continuar lendo Internacionalização da sociologia brasileira – alguns eixos temáticos. Apresentação de Celi Scalon

Assimetrias e diálogos equitativos nas academias centrais e periféricas. Entrevista com o professor Sergio Costa, Parte V

Por Julia França

Como diminuir as assimetrias e tornar o diálogo entre as acadêmias centrais e periféricas mais equitativo? É o que pergunta Julia França ao professor Sérgio Costa, professor titular da Universidade Livre de Berlim. Para o sociólogo, construir redes é uma boa alternativa: apesar de não eliminar desigualdades, a rede pode promover a circulação de conhecimento e compensar assimetrias de acesso e recursos. Entretanto, é preciso refletir a respeito da posição das academias nacionais na geopolítica do conhecimento e sobretudo a necessidade de se “desaprender privilégio”, em referência à Spivak. Confira abaixo:

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Assimetrias na circulação do conhecimento. Entrevista com o professor Sérgio Costa, parte 3.

Por Julia França

Em entrevista ao professor Sérgio Costa, Julia França pergunta a respeito da desigualdade na circulação de conhecimento nas Ciências Sociais. Costa, professor titular de sociologia da Universidade Livre de Berlim, tem as desigualdades como uma de suas áreas de pesquisa, publicação e atuação profissional. Ele coordena o desiguAldades.net, a Rede Internacional de Pesquisa sobre Desigualdade Interdependentes na América Latina, de pesquisa interdisciplinar, internacional e multi-institucional de estudos sobre desigualdades sociais na América Latina. Sobre as estruturas hierárquicas que impactam na produção e circulação do conhecimento e causam assimetrias no campo das Ciências Sociais, confira abaixo:

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Os trabalhos começaram à beira do Pacífico

Por Thamires Castelar

                       O termômetro na tarde dessa terça-feira de julho em Yokohama marcava 32°C. Na sala refrescada pelo ar condicionado (de qualidade total), a calorosa discussão em curso em um Comitê de Pesquisa precisa ser previsível e gentilmente interrompida pela experiente coordenadora. À despeito de qualquer expectativa, contudo, uma voz manifesta-se em protesto: “Nossas discussões seriam muito melhor aproveitadas não fosse essa limitação rigorosa, marcada no relógio, de um tempo que não faz sentido!”. Tratava-se da opinião indignada, em língua inglesa, de um senhor de cabelos brancos e olhos claros, cuja ponderação pareceu fazer sentido para todos os presentes na sala. Continuar lendo Os trabalhos começaram à beira do Pacífico

Sociologia se escreve com “P”

Eloísa Martín

Enfrentar a desigualdade no mundo contemporâneo requer a presença ativa dos sociólogos e sociólogas: não apenas como simples analistas do mundo, mas como verdadeiros artesãos do conhecimento – como diria Wright Mills—que perguntam e analisam o mundo social enquanto o transformam. Essa é a deixa de Imannuel Wallerstein e Michael Burawoy no primeiro dia do que promete ser um Congresso Mundial de Sociologia muito inspirador.

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