Arquivo da tag: Gênero

Discutindo o sexo dos anjos: um olhar sobre a intersexualidade

Por: Mayara Farage.

Vivemos numa sociedade que divide e classifica os indivíduos de maneira binária: homens/mulheres. Porém esta divisão, que foi criada, encontra-se frente ao desafio de categorizar um terceiro grupo: os indivíduos intersex. Bebês que nasceram sem genitais definidos, que não se apresentam com genitais tanto do masculino quanto do feminino. Eles representam, diante desta divisão feminino/masculino, uma terceira possibilidade: a de indivíduos que não podem ser classificados pela limitada separação dicotômica que a nossa sociedade faz. E é sobre estes que Paula Sandrine Machado fala no seu artigo: “ O sexo dos anjos: um olhar sobre a anatomia e a produção do sexo (como se fosse) natural. “

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Uma analise sobre o relatório “Gênero na Paisagem Global de Pesquisa”

Por Mayara Farage.

No último 08 de março, dia bastante significativo para mulheres do mundo todo foi lançado pela Elsevier o relatório “Gender in the Global Research Landscape” (em tradução livre: Gênero na Paisagem Global de Pesquisa). O documento é um seguimento do trabalho inovador já desenvolvido por eles e lançado em 2015 sob o título   “Mapeando o gênero na Arena de Pesquisa Alemã”.

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A parentalidade na academia.

Por Leonel Salgueiro,

Quando pensamos no universo acadêmico, qual o impacto da maternidade e da paternidade sobre os profissionais do meio? Filhos são benefícios ou malefícios à carreira profissional? Seria a falta deles uma lógica direta da dedicação exclusiva e do crescimento profissional? O tema permeia o artigo da socióloga Lucila Scavone, “A maternidade e o feminismo: diálogo com as ciências sociais”, além de aparecer em outros textos já citados no Circuito, como a tese da socióloga Marina de Carvalho Cordeiro “Você tem tempo?” e no artigo de Léa Velho e Elena León “A construção social da produção científica por mulheres”. De fato, o tema tem tamanha influência na discussão de gênero e meio acadêmico que me parece mais do que na hora de discutirmos suas repercussões e as maneiras que os cientistas sociais estão lidando até o momento.

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Mulheres na Ciência – a discussão pela ordem social.

Por Leonel Salgueiro,

É possível falar em igualdade de gênero no campo científico atual? Em seu artigo “A construção social da produção científica por mulheres”, as autoras Léa Velho e Elena León questionam, em 1998, a premissa de que em diferentes áreas do conhecimento científico as mulheres não são reconhecidas por produzirem menos que os homens. Para isso as autoras coletaram dados e entrevistas de pesquisadores(as) em quatro áreas da Unicamp: Biologia, Física, Química e Ciências Sociais.

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A mãe fundadora negligenciada – sociologia e androcentrismo

Por Edmar M. Braga Filho

O silêncio e a ausência costumam ser mais significativos que o dito e o evidenciado. As histórias oficiais são ritualmente contadas, e acabam sendo naturalizadas e eternizadas. Na iminência de se tornarem inquestionáveis, essas histórias são confrontadas por vozes dissonantes que, embora sempre estivessem presentes, nunca foram de fato ouvidas. Continuar lendo A mãe fundadora negligenciada – sociologia e androcentrismo

Os feminismos na “imaginação sociológica masculina”

Por Raphael Lebigre

Cinco dias após o Dia Internacional da Mulher, no dia 13 de Março, ocorreu no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP) o primeiro seminário sobre o Feminismo. Isso só foi possível graças à articulação do “Coletivo Feminista”, composto por alunas da casa. A mesa: “Feminismo como crítica acadêmica, social e política” contou com quatro professoras: Anna Marina Barbará Pinheiro (UFRJ), Enara Echart (UNIRIO), Maria Elvira Diaz Benítez (Museu Nacional – UFRJ) e Verônica Toste (FACHA).

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Eros e a “pureza” do conhecimento objetivo moderno

Por Raphael Lebigre,

Robin Schott, em seu livro: “Eros e os processos cognitivos” (1998), problematiza a relação entre a cognição e o erotismo na filosofia. Na primeira parte, a autora resgata os antecedentes históricos da filosofia ascética, em suas origens gregas e cristãs. Tais raízes constituíram o modelo moderno de pensamento que visa a “pureza” do conhecimento associado à “verdade”. Por fim, na segunda e última seção, a filosofa se dedica somente ao pensamento de Kant. Um dos pilares para entender as noções de “universalidade” e “objetividade”, sobre as quais as ciências sociais repousam. Este curto texto visa, portanto, introduzir a reflexão esboçada por Robin Schott no capítulo oitavo : “O tratamento da sensibilidade por Kant”.

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