Arquivo da tag: Ética de pesquisa

Regulação da ética em pesquisa no Brasil – especificidades das Ciências Humanas e Sociais

Por Aurea Thatyanne Ferreira,

Como são feitas as pesquisas de ciências humanas e sociais no Brasil em termos éticos? O pesquisador precisa de algum documento formal para lidar com indivíduos? Existem processos burocráticos para isso? Algumas dessas questões foram respondidas pelo professor titular do Museu Nacional/UFRJ Luiz Fernando Dias Duarte, em seu artigo “Práticas de poder, política científica e as ciências humanas e sociais: o caso da regulação da ética em pesquisa no Brasil”. O autor possui diversos artigos publicados sobre a temática e se tornou referência no assunto na área das ciências sociais. [1]

No presente artigo, Duarte inicia explicando o surgimento do sistema CEP/CONEP. O método em questão consiste em um sistema de avaliação vinculado ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), posto em prática a partir de uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs), cada qual criado em diversas instituições de ensino e pesquisa. Continuar lendo Regulação da ética em pesquisa no Brasil – especificidades das Ciências Humanas e Sociais

As ciências humanas e sociais sob o jugo das ciências biomédicas

Por Edmar M. Braga Filho

Todas as pesquisas científicas devem possuir um corpo de princípios éticos que as ampara.  De forma hiperbólica, um biomédico não pode sequestrar pessoas para colher sangue para seu experimento, da mesma forma que um sociólogo não pode induzir alguém a responder um questionário de acordo com suas preferências políticas. Desta forma, qual devem ser os parâmetros éticos de uma pesquisa científica? Para responder a tal questão, faz-se necessária uma outra: as pesquisas das ciências humanas e sociais devem ser regidas pelos mesmos princípios das ciências biomédicas? Certamente não. Continuar lendo As ciências humanas e sociais sob o jugo das ciências biomédicas

Plágio, fabricação de dados e os rumos da ciência nacional

Por Joanna Cassiano,

 No fim do último mês de Outubro, a Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo tornou pública pela primeira vez cinco casos de fraudes científicas. Apesar do código de “Boas Práticas Científicas” ter sido lançado pela instituição em 2001, buscando reforçar na comunidade científica uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética de pesquisa, essa foi a primeira vez que casos de plágio, coautoria falsa e fabricação de dados foram abertamente divulgados.

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