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Atuações em Ciências Sociais: Os usos do saber antropológico – A academia não é o limite. Entrevista com Jacira Bulhões – Analista Pericial do MPF

Por: Helena Mattos

Jacira Monteiro de Assis Bulhões é analista pericial em antropologia, possui formação em Ciências Sociais pela UERJ (bacharelado e licenciatura), especialização em Relações Internacionais, atua no Ministério Público Federal com direitos socioculturais de comunidades tradicionais e possui experiência com comunidades da região do Mato Grosso onde atuou durante muitos anos. Atualmente atende principalmente comunidades localizadas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A analista participou do documentário “Marãiwatsédé: O Resgate da Terra”, lançado no dia 14 de abril de 2018 pelo MPF, em uma das ações da instituição na campanha #AbrilIndígena. Nessa breve entrevista, concedida por email no dia 13 de junho, a antropóloga fala um pouco sobre sua carreira, atuação na instituição em que é servidora, desafios e usos do saber antropológico neste espaço institucional, permitindo que entremos em contato com outras possibilidades de atuação nas ciências sociais para além da atuação acadêmica. Confira!

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Que tipo de cientista social estamos formando?

Por Miguel Mendes

Uma questão que me aflige, e imagino que a todos os estudantes do curso, desde que escolhi cursar Ciências Sociais é: o que farei depois de me formar?  Neste breve ensaio buscarei concretizar reflexões a respeito disso, como fruto da pesquisa que desenvolvi para a 8ª Semana de Integração Acadêmica da UFRJ. Será que existe uma ampla gama de inserções profissionais possíveis aos graduados em Ciências Sociais? Elas são igualmente reconhecidas?

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Resenha do evento “Para onde vão os cientistas sociais?”

Por: Miguel Mendes

“Com o que posso trabalhar depois de me formar em Ciências Sociais?” é uma pergunta que passa constantemente pela cabeça de todos os alunos do curso. Atrás de respostas para ela, um grupo de alunas da graduação de Ciências Sociais da UFRJ, Alice Machado, Ana Carolina Lourenço, Caroline Serôdio, Daniela Souza, Flora de Araujo, Gizelle de Castro, Paloma Porfirio e Vivian Santos, coordenadas pela pesquisadora e professora da casa Felícia Picanço, entrevistou 197 bacharéis em Ciências Sociais, formados na UFRJ entre 2000 e 2013. Os primeiros resultados da pesquisa foram apresentados no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais na segunda feira, 21 de agosto de 2017.

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Centralidade periférica

Por Mayara Abrahão,

Continuando as discussões sobre o pós-colonialismo nas ciências sociais, analisamos a relação de “subalternidade” das periferias enquanto produtoras de conhecimento, a partir do feminismo como teoria acadêmica. Como vimos em resenhas anteriores (especialmente em Quijano), o conceito de gênero, assim como o de raça, foi instituído pela modernidade colonizadora como arma política geradora de alteridade: mulheres e negros representam “o outro” diante do homem branco (civilizado). Assim, a partir do pensamento pós-colonial, diversos intelectuais questionam tais conceitos, bem como suas abordagens nos meios científicos e culturais.

No artigo Subalterno quem, cara pálida? Apontamentos às margens sobre pós-colonialismos, feminismos e estudos queer, a professora Larissa Pelúcio (UNESP/Bauru) apresenta diversos autores pós-coloniais e sugere uma nova epistemologia, na qual o “narrador” se localiza:

Anunciar o lugar de fala significa muito em termos epistemológicos, porque rompe não só com aquela ciência que esconde seu narrador, como denuncia que essa forma de produzir conhecimento é geocentrada, e se consolidou a partir da desqualificação de outros sistemas simbólicos e de produção de saberes. Continuar lendo Centralidade periférica

Regulação da ética em pesquisa no Brasil – especificidades das Ciências Humanas e Sociais

Por Aurea Thatyanne Ferreira,

Como são feitas as pesquisas de ciências humanas e sociais no Brasil em termos éticos? O pesquisador precisa de algum documento formal para lidar com indivíduos? Existem processos burocráticos para isso? Algumas dessas questões foram respondidas pelo professor titular do Museu Nacional/UFRJ Luiz Fernando Dias Duarte, em seu artigo “Práticas de poder, política científica e as ciências humanas e sociais: o caso da regulação da ética em pesquisa no Brasil”. O autor possui diversos artigos publicados sobre a temática e se tornou referência no assunto na área das ciências sociais. [1]

No presente artigo, Duarte inicia explicando o surgimento do sistema CEP/CONEP. O método em questão consiste em um sistema de avaliação vinculado ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), posto em prática a partir de uma rede de Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs), cada qual criado em diversas instituições de ensino e pesquisa. Continuar lendo Regulação da ética em pesquisa no Brasil – especificidades das Ciências Humanas e Sociais

Evento Ciências Sociais em Diálogo

Por Leonel Salgueiro,

Nesta quarta-feira, dia 13/04, acontecerá no IFCS/UFRJ o seminário “Ciências Sociais em Diálogo”. O evento tem como finalidade reforçar a integração entre pesquisa e produção do conhecimento sociológico, e debater sobre as dimensões públicas e reflexivas implicadas nas práticas de comunicação acadêmica. O Circuito Acadêmico foi convidado a palestrar no evento, acrescentando à discussão sobre iniciativas de graduandos para a produção e circulação do conhecimento acadêmico. O evento terá duração de 9h às 18h e você pode conferir a programação completa clicando aqui.

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A posição do conhecimento

Por Edmar M. Braga Filho

Todo posicionamento envolve algum tipo de relacionamento. Seja para localizar-se em um debate, ou para demarcar diferenças. Para Patrick Baert, não há muito espaço para ingenuidade. Em seu artigo Positioning Theory and Intellectual Interventions, o sociólogo delineia a estrutura básica do que ele denomina teoria do posicionamento, aplicada aos estudos da sociologia dos intelectuais. Continuar lendo A posição do conhecimento