Arquivo da tag: ACADEMIA

Celebridades Acadêmicas: afinal, quem são elas?

 

Por Daniel Máximo

Nos dias atuais, ao ligar a televisão, abrir o jornal ou ainda escutar o rádio, no início ou ao fim de um dia de trabalho, é comum nos depararmos com figuras oriundas do meio acadêmico comentando em  bancadas de telejornal ou como colunistas radiofônicos ou jornalísticos. Afinal, quem são essas pessoas? Qual o seu modus operandi nesses meios? E por fim, o que as diferencia em relação ao clássico intelectual público?

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Que tipo de cientista social estamos formando?

Por Miguel Mendes

Uma questão que me aflige, e imagino que a todos os estudantes do curso, desde que escolhi cursar Ciências Sociais é: o que farei depois de me formar?  Neste breve ensaio buscarei concretizar reflexões a respeito disso, como fruto da pesquisa que desenvolvi para a 8ª Semana de Integração Acadêmica da UFRJ. Será que existe uma ampla gama de inserções profissionais possíveis aos graduados em Ciências Sociais? Elas são igualmente reconhecidas?

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Resenha do evento “Para onde vão os cientistas sociais?”

Por: Miguel Mendes

“Com o que posso trabalhar depois de me formar em Ciências Sociais?” é uma pergunta que passa constantemente pela cabeça de todos os alunos do curso. Atrás de respostas para ela, um grupo de alunas da graduação de Ciências Sociais da UFRJ, Alice Machado, Ana Carolina Lourenço, Caroline Serôdio, Daniela Souza, Flora de Araujo, Gizelle de Castro, Paloma Porfirio e Vivian Santos, coordenadas pela pesquisadora e professora da casa Felícia Picanço, entrevistou 197 bacharéis em Ciências Sociais, formados na UFRJ entre 2000 e 2013. Os primeiros resultados da pesquisa foram apresentados no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais na segunda feira, 21 de agosto de 2017.

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Contra o gênio individual

Por Edmar M. Braga Filho

 

Frequentemente associada à imagem de uma pessoa solitária e introspectiva, a atividade intelectual evoca a crença de que a criatividade é exclusiva e singular. Ainda que poética, ela ofusca alguns aspectos que devem ser abordados. Como a figura do artista perturbado ou hipersensível, essa representação superestima o gênio individual, invisibilizando o caráter coletivo da produção do conhecimento. Além disso, ignora a complexidade da rede que está presente no cotidiano do afazer acadêmico. E é sobre isso que esse texto irá refletir. Continuar lendo Contra o gênio individual

Sociólogos Anônimos – A depressão que ninguém vê, mas todos compartilham.

Por Leonel Salgueiro,

A rotina acadêmica tem crescido como discussão sociológica atual. Também não é novidade que o padrão atual tem perturbado emocionalmente os membros de comunidades científicas diversas, como já discutimos aqui no C/A. Segundo o artigo “Saúde mental no contexto universitário dos graduandos em designer gráfico Marcelo de Costa e Yanne Barros Moreira da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, dos 2.800 estudantes que participaram da pesquisa, quase metade (47,7%) relatou ter vivido uma crise emocional recente. Porém, de que forma estamos discutindo o assunto e como acabamos despersonalizando seu impacto em nossas vidas?

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A nova razão da academia

Por Edmar M. Braga Filho

Garantir a autonomia no trabalho científico não é tarefa simples, razão pela qual a carreira acadêmica está constantemente imersa em desafios. Atualmente, a situação ganha dramaticidade, especialmente levando em consideração o contexto econômico e político em que vivemos. Vem da presidente da Associação Internacional de Sociologia, Margaret Abraham, o lembrete de que as ciências sociais, no âmbito global, estão em perigo: cortes nos orçamentos e financiamentos e a redução dos departamentos em universidades constituem algumas das ameaças que rondam o cenário nos dias de hoje. Continuar lendo A nova razão da academia

Irmãs distantes: diálogos entre Ásia e América Latina

Por Edmar M. Braga Filho

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ema de interesse do Circuito Acadêmico, a assimetria na produção e circulação do conhecimento e a dependência acadêmica constitui grande desafio para as ciências sociais contemporâneas. As razões de sua ocorrência são múltiplas: seja como efeito de estruturas operantes durante a colonização britânica na Ásia, até a permanência de condicionantes que afetam a autonomia de campos científicos periféricos. Dentre outras, uma das consequências é a marginalização da produção dessas comunidades no âmbito internacional. Continuar lendo Irmãs distantes: diálogos entre Ásia e América Latina