Arquivo da categoria: Resenhas

Caminhos que conduzem o conhecimento

Por Miguel Mendes

Não há produção de conhecimento sem circulação. Circulação de ideias, de materiais, de dados, de livros, de pessoas… a lista é muito extensa para esse breve post. Em mais uma postagem no C/A sobre o trabalho da socióloga Wiebke Keim, debaterei como essa circulação se dá no âmbito das ciências sociais; como ideias circulam, sob que eixo, quem as recebe e quem as distribui.

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Discutindo o sexo dos anjos: um olhar sobre a intersexualidade

Por: Mayara Farage.

Vivemos numa sociedade que divide e classifica os indivíduos de maneira binária: homens/mulheres. Porém esta divisão, que foi criada, encontra-se frente ao desafio de categorizar um terceiro grupo: os indivíduos intersex. Bebês que nasceram sem genitais definidos, que não se apresentam com genitais tanto do masculino quanto do feminino. Eles representam, diante desta divisão feminino/masculino, uma terceira possibilidade: a de indivíduos que não podem ser classificados pela limitada separação dicotômica que a nossa sociedade faz. E é sobre estes que Paula Sandrine Machado fala no seu artigo: “ O sexo dos anjos: um olhar sobre a anatomia e a produção do sexo (como se fosse) natural. “

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Nas Trincheiras da Dependência: A Relação “Centro-Periferia” nas Ciências Sociais Brasileiras

Por Daniel Máximo

Desde meus primeiros períodos no curso de graduação em Ciências Sociais, quando fui exposto às teorias sociológicas clássicas e contemporâneas, venho me perguntando, talvez de maneira ainda um tanto quanto inocente, por que os autores cujas produções teóricas dentro do campo da Sociologia adquirem um alcance global se encaixam quase todos em um mesmo perfil: Homem, ocidental e proveniente de universidades europeias ou estadunidenses. Continuar lendo Nas Trincheiras da Dependência: A Relação “Centro-Periferia” nas Ciências Sociais Brasileiras

Universalizando o local ou localizando o universal

Por Miguel Mendes

Quantos autores do Sul Global você leu esse ano? Quantas referências teóricas não-ocidentais você possui? Quantas teorias brasileiras você estudou recentemente? Com base no artigo “Social sciences internationally: The problem of marginalisation and its consequences for the discipline of sociology“, da socióloga alemã Wiebke Keim, tentarei explicar estas e outras questões relativas ao modo como o conhecimento sociológico circula internacionalmente.

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Literatura Pós-Colonial: Minha Pátria é Minha Língua?

Por Mayara Abrahão,

Quando falamos em teoria pós-colonial, geralmente, falamos também em multi ou pluri culturalismo, hibridismo e resistência. Porque, para descolonizar o pensamento e a cultura de cada país que já foi colônia, é preciso resistir ao passado: resistir às facilidades contraditórias de permanecer em estado colonial mesmo após a independência. Para tanto, é preciso resgatar o passado pré-colonial, as tradições e culturas nativas, sem necessariamente excluir aquilo que se tornou tão “nosso” quanto do “outro”, o que, a partir do processo de dominação, se introjetou na cultura do dominado, como o idioma, por exemplo.

Reivindicar a língua colonial como nossa própria língua é uma forma de ressignificar o passado. A literatura dos países africanos de língua portuguesa demonstra esse processo pós-colonial. No texto A Literatura dos PALOP e a Teoria Pós-Colonial (1999), o professor Russell G. Hamilton, do Departamento de Português e Espanhol da Universidade de Vanderbilt, discute a importância dessa literatura para a teoria e a prática pós-coloniais em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

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Dependência Acadêmica e Universalização do Conhecimento nas Ciências Sociais

Por: Daniel Máximo

De que maneira(s) a origem geográfica influencia as atividades acadêmicas? Que lugar ocupam as universidades e centros de pesquisa latinos no cenário acadêmico global? Quais os critérios utilizados para selecionar as referências que os estudantes de graduação em Ciências Sociais estudam? Com o intuito de explorar essas questões, abaixo estabelecerei um diálogo entre os artigos “El Karma de Vivir al Sur: Interlocuciones y Dependencia académica en las Ciencias Sociales de América Latina”, da socióloga argentina Eloísa Martín, e “Concept Misformation in Comparative Politics”, do cientista político italiano Giovanni Sartori.

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Deixando a Torre de Marfim

Por Miguel Mendes

O conhecimento produzido na academia deve conversar com o resto da sociedade? Que tipo de valores são reproduzidos quando acadêmicos se relacionam com o público? Como acadêmicos operacionalizam este relacionamento?  Essas são algumas das questões que a socióloga Jana Bacevic explora em seu artigo “Beyond Third Mission: Towards an actor-based account of universities’ relationships with the society”.

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