Arquivo da categoria: RESENHA

Resenha do evento “Para onde vão os cientistas sociais?”

Por: Miguel Mendes

“Com o que posso trabalhar depois de me formar em Ciências Sociais?” é uma pergunta que passa constantemente pela cabeça de todos os alunos do curso. Atrás de respostas para ela, um grupo de alunas da graduação de Ciências Sociais da UFRJ, Alice Machado, Ana Carolina Lourenço, Caroline Serôdio, Daniela Souza, Flora de Araujo, Gizelle de Castro, Paloma Porfirio e Vivian Santos, coordenadas pela pesquisadora e professora da casa Felícia Picanço, entrevistou 197 bacharéis em Ciências Sociais, formados na UFRJ entre 2000 e 2013. Os primeiros resultados da pesquisa foram apresentados no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais na segunda feira, 21 de agosto de 2017.

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Caminhos que conduzem o conhecimento

Por Miguel Mendes

Não há produção de conhecimento sem circulação. Circulação de ideias, de materiais, de dados, de livros, de pessoas… a lista é muito extensa para esse breve post. Em mais uma postagem no C/A sobre o trabalho da socióloga Wiebke Keim, debaterei como essa circulação se dá no âmbito das ciências sociais; como ideias circulam, sob que eixo, quem as recebe e quem as distribui.

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Universalizando o local ou localizando o universal

Por Miguel Mendes

Quantos autores do Sul Global você leu esse ano? Quantas referências teóricas não-ocidentais você possui? Quantas teorias brasileiras você estudou recentemente? Com base no artigo “Social sciences internationally: The problem of marginalisation and its consequences for the discipline of sociology“, da socióloga alemã Wiebke Keim, tentarei explicar estas e outras questões relativas ao modo como o conhecimento sociológico circula internacionalmente.

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A encruzilhada da Antropologia e da Filosofia, o caso de Kant

Por Raphael Lebigre

É sabido que as ciências sociais, disciplina que marca sua fronteira com as demais áreas a partir do século XIX, têm por base a filosofia, mãe de grande parte das ciências ocidentais. Apesar da paixão que alguns possuem em estudar as sociedades, não é incomum na cultura acadêmica brasileira a falta de profundidade entre a as ciências e o pensamento do “amor pelo saber”.  Um exemplo claro está na base frágil de filosofia entre os nossos alunos graduandos.  Na tentativa de utilizar a filosofia para entender a antropologia, proponho apresentar em poucas linhas a visão de Emmanuel Kant (1724-1804) sobre a última, situada no seu livro: “Antropologia a partir de um ponto de vista pragmático”, publicado em 1798. Continuar lendo A encruzilhada da Antropologia e da Filosofia, o caso de Kant

Não basta ingressar, tem que permanecer: a expansão do ensino superior e a precarização das políticas de assistência estudantil.

Por: Joanna Cassiano

Se, por um lado, o ensino superior brasileiro sofreu significativa expansão ao longo da última década, por outro, o sistema lida com um constante dilema: como tornar esse crescimento um processo realmente inclusivo aos setores que, historicamente, estiveram ausentes das universidades públicas? A importância das políticas de permanência e assistência no ensino superior é o eixo central do artigo em questão (*), de autoria das professoras e pesquisadoras Rosana Heringer e Gabriela Honorato, da Faculdade de Educação/UFRJ.

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O dilema da divulgação e internacionalização das pesquisas

Por Raphael Primos

Nos últimos cinquenta anos, há um movimento de intensificação da divulgação da produção científica em escala internacional. Sobre uma perspectiva histórica, Joan E. Sieber, editora-chefe do Journal of Empirical Research on Human Research Ethics, faz uma reflexão acerca do compartilhamento das pesquisas em diferentes áreas e as suas implicações.

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Ciência e Cinema: as múltiplas imagens do cientista

Por Joanna Cassiano

Ao longo dos anos, o cinema vem construindo no imaginário público representações no que diz respeito ao mundo das Ciências. Por exemplo, reforçando a ideia de que “o cientista é um tr. A longa relação entre Ciência e Cinema é o tema do artigo em questão, de autoria da jornalista e bioquímica Lacy Barca, doutora em Educação, Gestão e Difusão em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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