Arquivo da categoria: Diálogos com o Autor

Qual a importância dos clássicos nas ciências sociais?

Por Raphael Lebigre

Por que existe nas ciências sociais uma relação com os clássicos?

Para tentar responder à pergunta, Jeffrey Alexander e François Dubet discorrem a favor dos clássicos na disciplina.

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Restabelecendo as conexões: globalização, universalismo e o rejuvenescimento da sociologia

Por Edmar M. Braga Filho

A ciência pode ser caracterizada pelo seu universalismo e sua recusa a argumentos de autoridade, utilizando-se de critérios objetivos de análise. No caso da sociologia, tais caracterizações se tornam profundamente problemáticas. Como tornar universal um corpo de conhecimento que, em sua constituição, vincula-se à modernidade europeia, procurando compreender e explicar as transformações daquela sociedade? Como falar em parâmetros impessoais e objetivos se há uma divisão global do trabalho acadêmico (ALATAS, 2003), que reproduz assimetrias e desigualdades na produção e circulação do conhecimento? Alguns autores fornecem possíveis soluções para essas questões. Continuar lendo Restabelecendo as conexões: globalização, universalismo e o rejuvenescimento da sociologia

A França e o “terceiro mundo” na geopolítica do conhecimento

Por Raphael Lebigre,

No âmbito da situação colonial francesa, sugere-se que a dicotomia proposta por Raewyn Connell de “Norte Atlântico” e “Sul Global” ajuda a revelar as relações coloniais que faziam dos países dominados fontes do saber empírico, destinados às instituições científicas europeias. Este é o quadro em que será discutido a atenção dos periódicos franceses: “Population”, “Cahiers Internationaux de Sociologie” e “Cahiers de L´Ined” ao dito “terceiro mundo”.

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Uma elite necessária? Intelectuais, poder e sociedade

Por Edmar M. Braga Filho

Talvez não seja uma atitude tão gloriosa a auto definição de alguém como intelectual. Tal ato pressupõe uma diferenciação qualitativa em relação às outras pessoas, concernente à erudição, inteligência, sensibilidade artística e literária. Sua existência só é possível através do auto reconhecimento e do reconhecimento social de sua suposta distinção frente à massa. Em última instância, tal consagração não deixa de ser elitista.

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Fim da inocência: configurações sociais do discurso científico

Por Edmar M. Braga Filho

A ciência, enquanto forma de saber e racionalidade, possível através de métodos e práticas específicos, desfruta de uma posição central na sociedade contemporânea. Seja na economia e no desenvolvimento de um país, seja na configuração que ela toma em outras esferas do mundo social – movimentos sociais, práticas de poder, política e educação. É sobre essas especificidades próprias do mundo social que esboçarei uma reflexão. Para tal, diferentemente de outrora, não será focado o campo científico em si, mas a sua relação com a sociedade “fora” dos muros da universidade e dos laboratórios – ou seja, com outros campos sociais. Continuar lendo Fim da inocência: configurações sociais do discurso científico

DESENCANTAMENTO DA RAZÃO PURA: A SOCIOLOGIA DA CIÊNCIA DE PIERRE BOURDIEU

Por Edmar M. Braga Filho

Costumamos atribuir à prática científica um status de pureza cognitiva, que estaria ligado ao seu próprio modus operandi supostamente neutro, ou seja, à forma como cientistas realizariam o seu trabalho de compreensão, seja da natureza, seja da sociedade. Essa crença decerto é uma das razões da legitimação social da ciência. Continuar lendo DESENCANTAMENTO DA RAZÃO PURA: A SOCIOLOGIA DA CIÊNCIA DE PIERRE BOURDIEU

ELOGIO DA REBELDIA ACADÊMICA

Por Edmar M. Braga Filho

            “É mais difícil a verdade se submeter ao mercado que um camelo passar pelo buraco de uma agulha, profere de forma contumaz o editor da Harvard University Press, Lindsay Waters. Nesta reflexão, baseada na obra do autor, vários pontos polêmicos a respeito da produção do conhecimento nas Humanidades serão problematizados. Leia, reflita e, sobretudo, participe!

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