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#selfiesociologica

A ideia de “eu” (self) na sociologia foi muito explorada pela tradição do interacionismo simbólico, segundo o qual a concepção que fazemos de nós mesmos é mediada socialmente, seja pela forma como os outros nos veem, ou pela maneira que achamos que somos interpretados. Dando continuidade ao exercício proposto aos participantes do Circuito,  abaixo seguem dois relatos de como foi o processo para Daniel e Helena representarem a si mesmos, como estudantes de ciências sociais, através de uma selfie – uma selfie sociológica. Continuar lendo #selfiesociologica

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Atuações em Ciências Sociais: Os usos do saber antropológico – A academia não é o limite. Entrevista com Jacira Bulhões – Analista Pericial do MPF

Por: Helena Mattos

Jacira Monteiro de Assis Bulhões é analista pericial em antropologia, possui formação em Ciências Sociais pela UERJ (bacharelado e licenciatura), especialização em Relações Internacionais, atua no Ministério Público Federal com direitos socioculturais de comunidades tradicionais e possui experiência com comunidades da região do Mato Grosso onde atuou durante muitos anos. Atualmente atende principalmente comunidades localizadas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A analista participou do documentário “Marãiwatsédé: O Resgate da Terra”, lançado no dia 14 de abril de 2018 pelo MPF, em uma das ações da instituição na campanha #AbrilIndígena. Nessa breve entrevista, concedida por email no dia 13 de junho, a antropóloga fala um pouco sobre sua carreira, atuação na instituição em que é servidora, desafios e usos do saber antropológico neste espaço institucional, permitindo que entremos em contato com outras possibilidades de atuação nas ciências sociais para além da atuação acadêmica. Confira!

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#selfiesociologica

A ideia de “eu” (self) na sociologia foi muito explorada pela tradição do interacionismo simbólico, segundo o qual a concepção que fazemos de nós mesmos é mediada socialmente, seja pela forma como os outros nos veem, ou pela maneira que achamos que somos interpretados. De forma a pensar o conceito, o exercício proposto aos participantes do Circuito Acadêmico foi que tirassem uma selfie, procurando retratar elementos que representassem de alguma forma o que é ou faz um cientista social.  Qual a imagem que a sociedade tem do sociólogo? O que faz um cientista social segundo os olhos daqueles que não estudam as relações sociais? Como você se representaria caso perguntassem o que você estuda? Essas são algumas das questões que nortearam a selfie sociológica. Continuar lendo #selfiesociologica

PEDAGOGINGA: deixa os menó falar, deixa os menó aprender.

Por Aza NoAr.

 Se o racismo influencia diariamente na vida de homens e mulheres negras, como pensar que ele não afeta nossas crianças e a construção de sua intelectualidade? O ensino público brasileiro possui diversos déficits, mas, por agora, acompanhada pelo clipe “Pedagoginga”, de Thiago Elniño, falarei do racial. Continuar lendo PEDAGOGINGA: deixa os menó falar, deixa os menó aprender.

Que tipo de cientista social estamos formando?

Por Miguel Mendes

Uma questão que me aflige, e imagino que a todos os estudantes do curso, desde que escolhi cursar Ciências Sociais é: o que farei depois de me formar?  Neste breve ensaio buscarei concretizar reflexões a respeito disso, como fruto da pesquisa que desenvolvi para a 8ª Semana de Integração Acadêmica da UFRJ. Será que existe uma ampla gama de inserções profissionais possíveis aos graduados em Ciências Sociais? Elas são igualmente reconhecidas?

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“Existe algo sobre isso que não possa ser debatido?” Sobre as lacunas do ensino de ciências sociais no Brasil

Por: Helena Mattos

O ensaio se propõe a discutir as lacunas do ensino das ciências sociais no Brasil considerando minha experiência como estudante negra de ciências sociais.  Pretendo pontuar alguns aspectos, como a transmissão de saberes na academia, sobretudo em antropologia, e as implicações deficitárias que repercutem no novo alunado que tem sido incorporado a partir da política de ações afirmativas, em especial alunos pertencentes a grupos subalternizados.  A partir do ingresso de tais alunos na área de ciências sociais, se faz urgente repensar a forma como o curso é estruturado.
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Literatura feminista: gênero, desigualdade e produção científica.

Por Júlia Kovac.

A relação entre ciência e gênero é marcada historicamente pela desigualdade. Silenciadas durante séculos, – Hildete Pereira fala sobre isso nesta entrevista concedida ao Circuito Acadêmico – grandes mulheres cientistas viram e ainda veem seus nomes serem apagados de grandes invenções e descobertas. Se a história é escrita pelos vencedores, as mulheres por muito tempo não tiveram espaço e poder para disputar e contar suas narrativas. O resultado é uma história da ciência sem a presença feminina e, consequentemente, gerações de cientistas para lhes inspirar.

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