Todos os posts de circuitoacademico

Literatura feminista: gênero, desigualdade e produção científica.

Por Júlia Kovac.

A relação entre ciência e gênero é marcada historicamente pela desigualdade. Silenciadas durante séculos, – Hildete Pereira fala sobre isso nesta entrevista concedida ao Circuito Acadêmico – grandes mulheres cientistas viram e ainda veem seus nomes serem apagados de grandes invenções e descobertas. Se a história é escrita pelos vencedores, as mulheres por muito tempo não tiveram espaço e poder para disputar e contar suas narrativas. O resultado é uma história da ciência sem a presença feminina e, consequentemente, gerações de cientistas para lhes inspirar.

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Vamos falar da licenciatura? Dilemas e desafios do ensino da sociologia

Por João Paulo Ricotta

Um licenciando pode pesquisar? Há alguma defasagem nos currículos de licenciatura que comprometam a prática de pesquisa? As questões colocam dois problemas em evidência: um problema normativo, referente à primeira delas, e um problema de ordem operacional, referente à segunda, que diz respeito a estrutura curricular dos cursos de licenciatura. Trazendo a discussão para o campo das ciencias sociais, é preciso ressaltar que não estamos tratando apenas de uma expansão de horizontes profissionais, mas de um enriquecimento na própria prática do professor formado, que é sobretudo um difusor de conhecimento em sala de aula.

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Afinal, quantos são os Oligarcas e Plutocratas na Classe Política Brasileira?

Por Daniel Máximo

Em época de eleições, que tal refletir um pouco acerca dos impactos do poder econômico sobre o processo eleitoral? Será que há um perfil predominante de parlamentar eleito para o Congresso Nacional Brasileiro? Quais são as condições para a obtenção do sucesso eleitoral no nosso país? Continuar lendo Afinal, quantos são os Oligarcas e Plutocratas na Classe Política Brasileira?

Sociologia, fácil de se reconhecer, difícil de definir

Por Miguel Mendes e Mayara Farage

Na noite da segunda feira passada, 11/06/2018, foi lançado no IESP o primeiro livro do sociólogo argentino Juan Pedro Blois “Medio siglo de sociología en la Argentina. Ciencia, profesión y política (1957-2007)”. A mesa do evento contou com a participação dos professores Antonio Brasil Jr, IFCS-UFRJ e pesquisador do campo de Pensamento Social Brasileiro, Eloísa Martín, IFCS-UFRJ e que pesquisa produção do conhecimento e disciplinarização da sociologia, e de José Maurício Domingues, do próprio IESP-UERJ e que já foi professor visitante na UBA. Devemos ressaltar que não pudemos ler livro, portanto a resenha a seguir trata das falas dos professores presentes.

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Resenha do evento “Para onde vão os cientistas sociais?”

Por: Miguel Mendes

“Com o que posso trabalhar depois de me formar em Ciências Sociais?” é uma pergunta que passa constantemente pela cabeça de todos os alunos do curso. Atrás de respostas para ela, um grupo de alunas da graduação de Ciências Sociais da UFRJ, Alice Machado, Ana Carolina Lourenço, Caroline Serôdio, Daniela Souza, Flora de Araujo, Gizelle de Castro, Paloma Porfirio e Vivian Santos, coordenadas pela pesquisadora e professora da casa Felícia Picanço, entrevistou 197 bacharéis em Ciências Sociais, formados na UFRJ entre 2000 e 2013. Os primeiros resultados da pesquisa foram apresentados no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais na segunda feira, 21 de agosto de 2017.

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Antonio Candido, sociólogo brasileiro

Por Vinícius Volcof Antunes,

Morreu no último dia 12 de maio, em São Paulo, o sociólogo Antonio Candido de Mello e Souza (1918-2017). Expoente de uma geração diretamente responsável pela institucionalização das ciências sociais no Brasil, sua morte repercutiu na imprensa nacional como poucas vezes visto com um dos nossos. Assim, somando-se a outros textos em que discutimos especificamente um(a) autor(a), esse texto se dispõe a prestar-lhe um tributo, ao mesmo tempo que oferece um breve sobrevoo sobre sua densa produção intelectual.

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