As cotas universitárias e seus dez anos de história. Erros, acertos e mudanças.

Por Bruna Saldanha,

Política pública tem que ser pragmática, se ela não produz resultado, não deu certo”, é o que diz o autor Igor Carvalho em seu artigo “dez anos de cotas nas universidades: o que mudou?”, na revista Forum Semanal. Analisando dados sobre as ações afirmativas implementadas há mais de 10 anos no Brasil, a discussão sobre cotas ainda se faz presente nas pautas da agenda acadêmica.

Há a visão de que o déficit histórico de presença de negros e pobres nas universidades deve ser diminuído com a adoção de ações afirmativas por meio de reservas de vagas. Em contrapartida, há quem defenda a posição de que a reserva de cotas afronta “o princípio constitucional de isonomia e reforça práticas sociais discriminatórias.” Para além das concepções de governadores que ainda tentam vetar a política pública ou de parlamentares que a defendem, o fato é que as cotas deram certo. Como ressalta o autor, estudos mostram que cursos oferecidos pela UERJ apontam para uma equivalência de notas no desempenho entre cotistas e não-cotistas e que a evasão de não cotistas é sempre maior. O desempenho durante o curso que mostra crescimento no rendimento dos cotistas rompe “barreiras como preconceito e o histórico de ensino precário”. Para mais detalhes sobre o estudo citado e outros aspectos do tema:

http://www.revistaforum.com.br/digital/138/sistema-de-cotas-completa-dez-anos-nas-universidades-brasileiras/

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Uma consideração sobre “As cotas universitárias e seus dez anos de história. Erros, acertos e mudanças.”

  1. Perfeito, Bruna! Os estudos recentes não enganam: a experiência brasileira com as cotas universitárias deram certo sim! O reconhecimento de que esse fato quebra as barreiras antes existentes na academia deve ser ampliado, o senso comum tende à difundir a contrariedade a qualquer forma de cotas raciais argumentando que elas reforçam práticas discriminatórias, mas ao expandir o acesso ao ensino superior, por exemplo, elas promovem justamente o contrário.

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