Em meio ao banimento de Trump aos muçulmanos, todos os acadêmicos têm uma responsabilidade para agir

Por Sari Hanafi

Traduzido por  Daniel de Lima

O presidente Donald Trump assinou um decreto que impede pátrios de Irã, Iraque, Síria, Sudão, Iémen, Líbia e Somália de entrarem nos Estados Unidos. Refugiados sírios estão proibidos indefinidamente, e outros refugiados estão por 120 dias. Não se tem certeza sobre o que virá a seguir.

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Sociólogos Anônimos – A depressão que ninguém vê, mas todos compartilham.

Por Leonel Salgueiro,

A rotina acadêmica tem crescido como discussão sociológica atual. Também não é novidade que o padrão atual tem perturbado emocionalmente os membros de comunidades científicas diversas, como já discutimos aqui no C/A. Segundo o artigo “Saúde mental no contexto universitário dos graduandos em designer gráfico Marcelo de Costa e Yanne Barros Moreira da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, dos 2.800 estudantes que participaram da pesquisa, quase metade (47,7%) relatou ter vivido uma crise emocional recente. Porém, de que forma estamos discutindo o assunto e como acabamos despersonalizando seu impacto em nossas vidas?

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Uma arqueologia da colaboração internacional

Por Vinícius Volcof Antunes,

O seminário do Museu Nacional (PPGAS/UFRJ) apresentou em novembro a mesa Modernismo, pan-africanismo e “novas sensibilidades etnográficas”: a propósito do diálogo entre Franz Boas e Kamba Simango, sobre a pesquisa do antropólogo Lorenzo Macagno (UFPR). Argentino com especializações no Brasil e nos EUA, Macagno apresenta a “história mínima” do missionário moçambicano Kamba Simango (1890-1967) e sua relação com o “pai” da antropologia americana Franz Boas (1858-1927).

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A nova razão da academia

Por Edmar M. Braga Filho

Garantir a autonomia no trabalho científico não é tarefa simples, razão pela qual a carreira acadêmica está constantemente imersa em desafios. Atualmente, a situação ganha dramaticidade, especialmente levando em consideração o contexto econômico e político em que vivemos. Vem da presidente da Associação Internacional de Sociologia, Margaret Abraham, o lembrete de que as ciências sociais, no âmbito global, estão em perigo: cortes nos orçamentos e financiamentos e a redução dos departamentos em universidades constituem algumas das ameaças que rondam o cenário nos dias de hoje. Continuar lendo A nova razão da academia

Desaprender para seguir

Por Mayara Abrahão,

Em recente artigo, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos analisa a Europa atual, suas crises e contradições, a partir do passado colonialista daquele continente. Santos propõe, desde o título de seu texto (Para uma Nova Visão da Europa: Aprender com o Sul), a “desaprendizagem/ reaprendizagem”, para que a Europa se veja não mais como grande potência, – que, segundo o autor, deixou de ser desde o fim da Segunda Guerra – mas como lugar de multiculturalismo. Para isso, Santos propõe estratégias adotada por países do Sul Global que, a partir dos paradigmas da modernidade européia, criaram novas formas de democracia, economia e constitucionalismo.

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Irmãs distantes: diálogos entre Ásia e América Latina

Por Edmar M. Braga Filho

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ema de interesse do Circuito Acadêmico, a assimetria na produção e circulação do conhecimento e a dependência acadêmica constitui grande desafio para as ciências sociais contemporâneas. As razões de sua ocorrência são múltiplas: seja como efeito de estruturas operantes durante a colonização britânica na Ásia, até a permanência de condicionantes que afetam a autonomia de campos científicos periféricos. Dentre outras, uma das consequências é a marginalização da produção dessas comunidades no âmbito internacional. Continuar lendo Irmãs distantes: diálogos entre Ásia e América Latina

HUMANOS DAS HUMANAS: ARCADIO DÍAZ-QUIÑONES

Colaboração de Andre Bittencourt (PPGSA/IFCS),
Introdução e tradução de Vinícius Volcof Antunes,

Humanas das Humanas é a série do Circuito Acadêmico que busca mostrar os bastidores da produção do conhecimento científico, seu lado humano, através de duas ou três perguntas aos nossos entrevistados internacionais. Na primeira edição, conversamos com o sociólogo Michael Burawoy da Universidade da Califórnia (Berkeley), discutindo os prós e contras do fazer sociológico.

Nesta nova edição, conversamos com o professor Arcadio Díaz-Quiñones da Universidade de Princeton. Natural de Porto Rico, ele coordena o Programa de Estudos Latino-americanos (PLAS) e ocupa a cátedra emérita de espanhol naquela universidade. Recentemente publicou no Brasil o livro “A Memória Rota: Ensaios de Cultura e Política” (Companhia das Letras). Na véspera de vir ao país, ele respondeu a três perguntas do C/A:

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Olhares das Ciências Sociais sobre a produção do conhecimento